A IMPORTÂNCIA DAS CAMPANHAS DE VACINAÇÃO INFANTIl
Em comemoração ao Dia da Imunização que é comemorado dia 09 de junho, a dra. Ceuci Nunes, doutora em Medicina e Saúde pela UFBA e médica infectologista do Seimi, cedeu entrevista para o site iBahia. Na ocasião falou sobre as vacinas, a resistência dos adultos e homens ao se vacinarem e onde adquirir informações.
As vacinas são substâncias derivadas de algum micro-organismo, chamadas de antígenos que, ao serem introduzidas no organismo humano, induzem uma resposta do sistema imunológico, principalmente produção de anticorpos, que levam a uma proteção para aquela doença. A resposta do sistema imunológico é semelhante à causada por algumas doenças infecciosas que produzem imunidade.
As vacinas são conquistas da humanidade e ajudaram a controlar ou erradicar doenças que matavam grande quantidade de pessoas. A primeira vacina utilizada foi para a varíola, em 1800. Em 1980 ocorreu a erradicação mundial dessa doença, configurando-se o único caso registrado até o momento.
Outra doença que foi erradicada das Américas, Europa e Oceania foi a poliomielite. Entretanto, ainda existem casos da doença na África e na Ásia, o que motiva o Brasil, apesar de não ter casos da doença desde 1989, a manter a vacinação.
Várias doenças foram controladas com o uso da vacinação, pois ocorreu uma redução muito grande do número de casos, mas não foram ainda consideradas como erradicadas, como sarampo, difteria, rubéola e meningite por Haemophilus influenzae tipo b.
Adultos e crianças – É importante salientar que embora o maior número de vacinas esteja prevista para utilização na infância, existem algumas que devem ser utilizadas na vida adulta, cuja indicação vai depender da história vacinal do adulto (vacinas utilizadas na infância e adolescência), das doenças que o adulto teve durante sua vida, sua saúde e a situação epidemiológica local. Algumas vacinas, como contra o tétano e a difteria, necessitam de reforço a cada 10 anos. Outras, contra tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); hepatite A e B; meningococo C e A,C,Y,W; influenza (gripe); HPV e pneumocócica podem e devem ser utilizadas no adulto como vacinação primária ou reforço.
Os adultos e principalmente os homens comparecem menos aos chamados para vacinação. Existem vários exemplos de baixas coberturas vacinais em campanhas dirigidas aos adultos. Isso ocorre pela impressão das pessoas de que vacina é coisa de criança e, na é verdade, não é. Alguns adultos, por sua condição de saúde ou exposição, precisam tanto de vacina quanto as crianças.
A vacinação pode e deve ser realizada durante todo o ano e também durante as campanhas. Existem várias fontes de informação sobre vacinas. O Ministério da Saúde disponibiliza o Calendário Vacinal do Programa Nacional de Imunização na sua página na internet (www.saude.gov.br), a Sociedade Brasileira de Imunização disponibiliza seus calendários vacinais, inclusive ocupacionais (www.sbim.org.br) e a sociedade brasileira de pediatria (www.sbp.com.br) também faz o mesmo.
Os postos de saúde e as clínicas privadas de imunização também podem fazer essa orientação, inclusive avaliar o calendário vacinal e avaliar as necessidades.
Gestantes – A vacinação da gestante é outro tabu, mas existem vacinas recomendadas para a gestante e outras que podem ser utilizadas a depender do risco individual. As recomendadas são vacinas inativadas – hepatite B, tríplice bacteriana acelular do adulto (difteria, tétano e coqueluche) e influenza. Essas vacinas visam proteger a gestante de doenças que são mais graves na gestação como a influenza, e o bebê, nos casos da hepatite B, tétano e coqueluche. Todas podem representar grande risco de formas graves e morte do recém-nascido.
Diferenças socioeconômicas no território nacional e eficácia das campanhas de vacinação – No geral, as coberturas vacinais no Brasil inteiro são boas, entretanto, ainda existe uma heterogeneidade nas coberturas vacinais, com lacunas em alguns municípios. Geralmente, esses municípios são localizados em regiões mais pobres e/ou são mais desorganizados na estrutura de saúde pública. Lugares isolados, também contribuem para que a cobertura vacinal não seja heterogênea.
Veja o esquema Básico de Vacinação:




